Cantera

Prontuário digital com protocolos e referências para terapia com produtos a base de Cannabis Medicinal.

A Cantera é uma plataforma digital de saúde criada para facilitar o acesso seguro e legal aos medicamentos à base de Cannabis MedicinalAtravés da plataforma, o relacionamento entre paciente e médico fica mais próximo, e o acesso aos medicamentos mais simples  e seguro.

Na plataforma Cantera o médico encontra protocolos e referências bibliográficas para indicações terapêuticas com produtos à base de Cannabis Medicinal e sugestões de indicações de acordo com as melhores práticas pesquisadas por especialistas e estudiosos de diferentes áreas médicas, incluindo especialistas em cuidados paliativos e dor.

O objetivo da plataforma Cantera é proporcionar aos médicos informações qualificadas e confiáveis sobre o tratamento com produtos à base de Cannabis Medicinal, e formar uma rede de médicos onde os pacientes possam encontrar saúde, qualidade de vida e bem-estar.

A plataforma Cantera também facilita todo o processo legal de importação dos medicamentos para diferentes patologias, com praticidade, segurança e simplicidade.

Rede Cantera para médicos

Tecnologia, segurança, praticidade e informação em prol do médico.
Saúde, bem estar e qualidade de vida para o paciente.

Como funciona

Através da plataforma, médico e paciente acompanham todas as etapas do processo de liberação e importação, até a entrega.

Faça parte da Rede de médicos cadastrados na maior e mais qualificada plataforma para tratamentos com produtos à base de Cannabis Medicinal.

Conexão Cannabis Medicinal

Informação qualificada, segurança e produtos de alta qualidade em prol da saúde e bem estar de pacientes e famílias em todo o Brasil.

A OnixCann é uma Healthtech brasileira de distribuição de Cannabis Medicinal que conecta pacientes com médicos certificados prescritores de Cannabis Medicinal seguindo importantes padrões internacionais de qualidade.

Com uma equipe técnica, clínica e científica altamente capacitada, a OnixCann traz para o Brasil o que existe de mais moderno no ecossistema de Cannabis Medicinal.

Sistema Endocanabinoide

O sistema Endocanabinoide está presente nos corpos de humanos e animais. Compreende um conjunto de receptores de membrana e seus ligantes (endocanabinoides). Estudos vem mostrando o envolvimento deste sistema em várias vias fisiológicas e patológicas.

Existem 2 endocanabinoides principais, a Anandamida, derivado da palavra ANANDA, que significa felicidade interna, ou seja, amina da felicidade (N-Aracdonoiletanolamina), isolada em 1992 por (Davane e cols) e a 2-AG (2-aracdonoilglicerol).

Estes endocanabinoides são sintetizados a partir do acido araquidônico, um lipide da membrana celular. A Anandamida funciona como neurotransmissor e tem meia vida curta pois é rapidamente degradada por uma hidrolase, a Fatty acid Amida Hydrolase (FAAH).

Farmacologicamente sua atividade é similar à do fito-canabinoide THC (Tetraidrocanabinol), a despeito de suas estruturas diferentes. A anandamida atravessa facilmente a barreira hemato-encefálica, tem alta afinidade pelo receptor CB1 no SNC e é agonista parcial do CB2 na periferia.

O 2-AG é agonista completo e tem afinidade semelhante para CB1 e CB2. Seus níveis no SNC são mais elevados que os da anandamida e há discussão sobre qual deles é o principal responsável pela ativação da via do CB1.

O primeiro receptor a ser identificado foi o CB1, expresso primariamente, mas não exclusivamente, no cérebro. Perifericamente este receptor pode ser encontrado em células do sistema imune, fígado, coração, tecido reprodutivo, bexiga, e nas terminações dos sistema nervoso periférico onde, quando ativado, regula negativamente (reduz a liberação) de mediadores químicos com a acetilcolina, noradrenalina, glutamina e aspartame.

O segundo receptor a ser identificado foi o CB2 e se expressa exclusivamente na periferia, primariamente nas células do sistema imune, com níveis bem elevados nos linfócitos B e NK.

Os receptores CB1 e CB2 estão difusamente espalhados pelo corpo, principalmente no sistema nervoso central e periférico, e em células do sistema Imune. Ambos são receptores do tipo Ligados a Proteina-G

Fitocanabinoides

São canabinoides de origem na planta Cannabis sp, diferenciados pelo comprimento de sua cadeia alquil (3 ou 5 carbonos), advindas da diferença no substrato da enzima prenil-transferase.

São sintetizados na planta na forma ácida, Acido Canabinólico (CBDA) e Ácido Tetrahidrocanabinolico (THCA). A forma Neutra, com as atividades conhecidas, advém da decarboxilação que acontece espontâneamente a uma taxa extremamente baixa mas pode ser acelerada pelo calor.

Os Canabinoide mais conhecidos e utilizados são o THC (Tetrahidrocanabinol) , o CBD (Canabidiol) e o CBN (Canabinol), contudo mais de 100 canabinoides já foram encontrados, além de terpenos e fitoesteois que também podem apresentar atividade.

O THC foi descoberto e elucidado pela primeira vez pelo professor Rafael Mechoulan, Yechiel Gaoni, e seus colegas (1964), na universidade hebraica em Jerusalém.

Ambos o THC e o CBD são lipossolúveis se depositando no tecido gorduroso.

Cannabis Medicinal

Originária da Ásia Central, a cannabis é considerada uma das mais antigas drogas psicotrópicas da humanidade. O exato inicio de seu uso é difícil de rastrear pois é cultivada e consumida bem antes do inicio da escrita. Achados arqueológicos sugerem que é conhecida desde antes do neolítico na china, cerca de 4000 anos antes de cristo. (McKim, 2000).

A variedade mais difundida é a Cannabis sativa, capaz de crescer em climas temperados e tropicais. As duas preparações mais comuns de Cannabis são a Marijuana, termo mexicano inicialmente atribuído a um tabaco mais barato, hoje denominação às folhas e flores secas da planta; e o Hashish nome árabe para a resina viscosa obtida da planta. (Bem Amar e Leonard, 2002).

O Imperador da China, Shen Nung, descobridor do chá e da efedrina, é considerado o primeiro a descrever as propriedades medicinais da planta no compendio de medicina chinesa e ervas medicinais, escrito em 2737 AC (antes de Cristo) (Li, 1974). A planta se espalhou da china para Índia (Mechoulam, 1986).

Em  1839, William O’Shaughnessy, médico e cirurgião britânico que trabalhava na índia, fez relatos dos poderes analgésicos, estimulante de apetite, anti-emético, relaxante muscular e anticonvulsivantes da Cannabis. Sua publicação ganhou atenção e foi difundida, levando à expansão do uso da Cannabis medicinal, com relatos de ter sido prescrita até para a Rainha Victoria para alivio de suas dores de dismenorreia (Baker et al., 2003). Em 1854, cannabis era listada no dispensário americano de medicamentos e vendida livremente em farmácias ocidentais. Ficou  disponível como tinturas e extrato por mais de 100 anos na farmacopeia britânica (Iversen, 2000). Em  1937, sob pressão do Federal Bureau of Narcotics e contra a orientação  da American Medical Association, O governo americano lançou o Marijuana Act (Solomon, 1968; Carter et al., 2004).  Em 1942, cannabis foi removida da farmacopeia e considerada ilegal (Fankhauser, 2002). Em 1971 sob a  convenção de Substancias Psicotrópicas das Nações Unidas, a Inglaterra e muitos países da Europa baniram a Cannabis. Em 1986, nos Estados Unidos, o FDA (Food and Drug Administration ) autorizou o uso do elemento ativo  delta-9-tetrahydrocannabinol (delta-9-THC), para fins medicinais (Walsh 2003), no tratamento de náuseas e vômitos em pacientes submetidos à quimioterapia. (Gralla 1999).
Topo